quarta-feira, 28 de março de 2012

LER: obrigar ou respeitar - Parte 2.

Tudo bem com você?


Posto, hoje, a segunda parte do bate-papo sobre a leitura para crianças e jovens; assunto que havíamos começado na postagem anterior.

Vimos que a leitura deve ser uma coisa agradável e não obrigatória. Só assim conseguiremos provar à criança ou adolescente o quanto ela é importante.

Mas, afinal...

Por que a leitura é importante, sobretudo para crianças?



  • Proporciona prazer ao leitor;

  • O ato de ler envolve: inteligência, vontade, fantasia, sentimentos, passado, presente;

  • Incrementa processos de maturação do indivíduo;

  • É fator de liberdade interior;

  • Promove enriquecimento individual constante;

  • Promove a formação intelectual, moral, afetiva e estética;

  • Aumenta a experiência;

  • Desenvolve a capacidade de compreensão e expressão;

  • Desperta e estimula a imaginação;

  • Fomenta a educação e a sensibilidade;

  • Provoca e orienta a reflexão e cultura;

  • Enriquece o vocabulário;

  • Aperfeiçoa a expressão oral e escrita;

  • Induz à rapidez de raciocínio por exigir concentração, relação, reflexão, previsão e estruturação do pensamento;

  • Ler é refúgio;

  • Exercita a tolerância, pelo conhecimento de outras culturas e realidades;

  • Desperta o sentimento de encantamento diante das coisas e das ações.

Fora tudo isso, e como costumo comentar nos meus bate-papos com alunos e professores, ler é forma mais fácil e barata de viajar.


Beijos e até a próxima postagem.

2 comentários:

  1. O julgamento da humanidade


    A inocência, a sabedoria, a esperança e a fé reuniram-se pela última vez. Em pauta: o julgamento da humanidade. Todas chegaram à conclusão de que deveriam abandonar o homem e deixá-lo entregue a própria sorte.
    A inocência afirmou:
    – O homem sempre soube o que estava fazendo e nunca se responsabilizou por suas barbáries!
    A sabedoria enumerou algumas causas que levaram o homem ao seu desfecho:
    – Ao descobrir o fogo, o homem sentenciou sua própria existência. Aprendeu a controlar o elemento que o tornaria senhor entre as criaturas. Entretanto, ele usou arbitrariamente (armas atômicas) contra o seu irmão!
    A esperança que estava ao lado da fé desabafou:
    – E essa criatura que denomina-se “racional” sempre foi incapaz de enxergar a si próprio e ao seu semelhante.
    E continuou:
    – Até eu mesma senti que não lhe restava mais esperança!
    A fé, que até aquele momento se encontrava calada, levantou-se. Convidou a todas para irem até o jardim onde revelaria o seu ponto de vista:
    – Quando o homem ainda engatinhava, você o amava, inocência. Contudo, não lhe foi fiel quando ele desviou para o caminho do mal.
    Concluiu:
    – E você, sabedoria o encheu de novas descobertas e curas. Agora que a criação se rebelou, você a acusa?
    – Quanto a você, esperança, sua culpa lhe cai em dobro, pois vivia alimentando-o com falsas promessas.
    Todas estavam cabisbaixas ao perceberem sua parcela de culpa. Subitamente elas perguntaram-lhe uníssonas:
    – E quanto a você... Qual a sua parcela de culpa?
    Com a voz embargada a fé respondeu:
    – “A fé remove montanhas...”. Infelizmente a humanidade me outorgou uma missão, que até hoje eu nunca pude cumprir...



    *Agamenon Troyan

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  2. Caro Agamenon, adorei a postagem.
    Eu, como escritora, também não posso cunprir a missão de deixar o leitor livre para escolher suas leituras. O aluno está vinculado às escolhas da orientação escolar. O autor também.
    Quem sabe, um dia, a coisa mude.
    Abraços.

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