quinta-feira, 12 de maio de 2011

Breve, Breve...

O título da postagem refere-se ao lançamento da coletânea MEU AMOR É UM ANJO, da qual faço parte com o conto A HISTÓRIA DE ZELDA. Foi a primeira vez que participei de uma coletânea, e adorei. Organizada pelo Eric Novello e pela Janaína Chervezan, consta de nove histórias, de nove autores diferentes e idéias das mais variadas, mas girando em torno do mesmo tema: o amor por um anjo. O lançamento da Editora Draco está previsto para junho, no Rio de Janeiro, mas haverá outro em São Paulo. Breve, coloco aqui o convite.

Hoje, só apareci para deixar o link do blog Novelasteen, que fez uma resenha bacanérrima sobre o livro. Confira! http://blog.novelasteen.com/
Até!

terça-feira, 10 de maio de 2011

FESTA LITERÁRIA DE SANTA TERESA/RJ

Olá! Tudo bem?


Você tem algum programa para o próximo fim de semana? Não? Ótimo! Eu tenho um imperdível para propor: a Feira Literária de Santa Teresa. Só o lugar já vale o passeio; imagine com eventos literários!



As atividades serão bem variadas e para todas as idades. Minha associação; a AEI-LIJ, estará lá com várias atrações para o público infantil e juvenil.



Se você mora no Rio de Janeiro, não perca! Se não mora, aproveite para conhecê-lo e desfrutar, entre outras coisas, da FLIST.



A programação completa você pode encontrar clicando no link abaixo.

http://www.ceat.org.br/flist/2011programacaoSab.pdf

Um beijo e nos vemos por lá.





terça-feira, 3 de maio de 2011

A IMPORTÂNCIA DO TEXTO TEATRAL

Ola!

Dias atrás, conversando com uma amiga editora, soube que há escassez de textos teatrais para crianças e jovens, publicados em livros. Esse, a meu ver, é um problema cíclico: o autor não escreve texto de teatro porque o editor não quer publicá-lo, pois os professores não querem adotá-lo. Enfim, uma cadeia de nãos. Então o mercado literário infantil e juvenil fica sem bons textos dramatúrgicos e os programas de governo reclamam da falta de livros desse tipo inscritos.

Decidi, pois, publicar aqui, para quem interessar ler, um artigo do professor Carlos Augusto Nazareth que, em poucas palavras, resume a importância da leitura do texto teatral na escola. Veja só!


A importância da leitura do texto teatral na formação do leitor

Carlos Augusto Nazareth

O texto teatral não faz parte do universo do leitor brasileiro. Verificamos esta realidade muito mais acentuada quando o foco é o âmbito escolar. Normalmente o texto teatral é tomado como algo que apenas interessa às pessoas de teatro e que visa, unicamente, a montagem teatral. Esta questão tem suscitado uma profícua discussão sobre suas possibilidades enquanto meio de ampliação das habilidades de leitura.“Os professores que estão atuando em escolas públicas e particulares no Brasil, ao oferecerem gêneros textuais a seus alunos como o objetivo que possam construir o significado dos textos, num processo de recepção singular, se considerados os referenciais dos leitores e a busca do contexto e dar referências do autor, têm deixado de lado nesse processo o texto dramatúrgico, o texto teatral" (RÖSING, 2005). Os Parâmetros Curriculares Nacionais: língua portuguesa recomendam a diversidade de textos, assinalando o texto teatral, tanto no ensino de primeira a quarta série como no ensino de quinta a oitava série e no ensino médio - como forma de ampliação das possibilidades de leitura do mundo. No entanto, a preferência pelo gênero narrativo é quase absoluta, com um pequeno espaço pra o texto lírico e uma total escassez de atividades e metodologias em torno do texto dramático. Embora previstos nos programas, é sabido que as escolas, nos diversos níveis de ensino não promovem o contato previsto entre aluno e texto teatral.“A criança aprende poesia e prosa, mas a dramaturgia nunca foi pensada e lhe é negada” ( BARCELOS, 1975). “A escola está negligenciando a formação de outra categoria de leitores aqueles capazes de interagir com a arte dramática, seja como público receptor de espetáculos teatrais, seja como aprendizes ou praticantes de atividades que envolvem o texto teatral e a arte dramática. Assim, no nosso entender, um único equívoco – a negação da leitura do texto dramático – apresenta duas consequências negativas: o afastamento do leitor do texto dramático impresso e da arte dramática, para a qual o texto é elemento fundamental.” ( GRAZIOLI, 2007). A partir do comentário de Grazioli podemos acrescentar que a leitura do texto dramático é uma forma sim de aproximar o leitor do teatro. O texto dramático é o único elemento permanente da representação teatral, já que o espetáculo teatral é efêmero – dura o tempo de uma apresentação e não se repete. O texto teatral, considerado uma obra de arte intermediária, que só se completa no palco, também se completa, no imaginário do leitor.
A estrutura do texto dramático

Uma das diferenças fundamentais entre o texto narrativo e o texto dramático é que o texto narrativo CONTA uma história enquanto o texto dramático MOSTRA uma história. Esta diferença se fortifica pela ausência do narrador no texto dramático. Evidentemente o texto narrativo é lacunoso, no sentido de permitir a interação entre leitor e texto, no entanto o texto dramático, pela sua estrutura e pela ausência do narrador é, certamente, mais lacunoso que o texto narrativo, permitindo ao leitor uma ação mais efetiva como co-autor do texto, que o leitor do texto narrativo. O texto dramático reproduz em discurso direto as falas dos personagens. Estas falas têm função dramática, pois criam uma ação dramática. Têm um objetivo, um fim determinado e através dos diálogos revelam os personagens, suas características, maneiras de agir e de ser. Além disso, outra diferença fundamental entre o texto narrativo e o texto dramático é a sua construção em dois níveis. Um, constituído pelas falas dos personagens e o outro pelas rubricas que nos dão informação sobre movimentação da cena redigida, do clima da cena, do estado do personagem e seu caráter. Portanto essas diferenças e peculiaridades têm que ser mostradas ao leitor, para que ele possa entender a história “vendo” a cena em seu imaginário, sem necessidade de um palco real. Um palco imaginário,com movimentação, cenário, figurinos vai se formando como um quadro, pois o texto fornece elementos que lhe possibilitam visualizar a história, “ver” a história, por isso dizemos que o texto dramático MOSTRA.O objetivo central é capacitar o leitor a interagir com o texto teatral em sua versão impressa e, consequentemente, com a atividade dramática que se projeta, a partir do texto. Assim transitamos, através do texto, pelas Artes Cênicas, pela literatura dramática e pela leitura – em seu sentido mais amplo. Cada gênero ativa de forma diferenciada a imaginação. O texto dramático ativa a capacidade de visualizar a cena da história, a forma como aconteceu; resgata a história e o sentimento da história, seja para o espectador, seja para os leitores.O método Waldorf de pedagogia fala desta questão, no seu processo de ensino-aprendizagem criado pelo filósofo Steiner.“A habilidade na leitura requer muito mais do que parece à primeira vista. As pessoas geralmente concebem a leitura como a habilidade em reconhecer a configuração de letras dispostas numa página e em pronunciar as palavras e frases nelas representadas. Mas a leitura é muito mais do que isso que nos acostumamos a ver! Além do processo superficial de decodificar palavras em uma página, há ainda a correspondente atividade interior a ser cultivada para que uma verdadeira leitura possa ocorrer. Os professores Waldorf chamam esta atividade de "vivenciando a história". (Rudolf Steiner)Quando uma criança está vivenciando uma história, ela forma cenas da sua imaginação no seu interior, em resposta às palavras. Através da habilidade de formar imagens mentais, de compreender, a criança descobre sentido na atividade de leitura.


Se você é autor e gosta de escrever dramaturgia, não deixe de fazer isso!

Se você é editor, não torça o nariz para bons textos de teatro; publique-os!

Se você é professor, inclua livros de teatro nas suas aulas!

Obrigada.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

VINTE PLEONASMOS

Olá!

Achei tão interessante a lista de alguns pleonasmos, do professor Pasquale Cipro Neto, que vou dividi-la com você. Olha só quanta bobagem, de vez em quando, se fala.



01) Planos ou projetos para o futuro - Você conhece alguém que faz planos para o passado?

2) Criar novos empregos - Ora, bolas, alguém consegue criar algo velho?

03) Habitat natural - Todo habitat é natural; consulte um dicionário.

04) Prefeitura Municipal - No Brasil só existem prefeituras nos municípios.

05) Conviver junto - É possível conviver separadamente?

06) Sua autobiografia - Se é autobiografia, já é sua.

07) Sorriso nos lábios - Já viu sorriso no umbigo?

08) Goteira no teto - No chão é impossível!

09) Estrelas do céu - Paramos à noite para contemplar o lindo brilho das estrelas do mar?

10) General do Exército - Só existem generais no Exército.

11) Manter o mesmo time - Pode-se manter outro time?

12) Labaredas de fogo - De que mais as labaredas poderiam ser? De água?

13) Pequenos detalhes - Se é detalhe, então já é pequeno. Existem grandes detalhes?

14) Erário público - O dicionário ensina que erário é o tesouro público, por isso, erário só basta!

15) Despesas com gastos - Despesas e gastos são sinônimos!

16) Encarar de frente - Você conhece alguém que encara de costas ou de lado?

17) Monopólio exclusivo - Ora, pílulas, se é monopólio, já é total ou exclusivo...

18) Ganhar grátis - Alguém ganha pagando?

19) Países do mundo - E de onde mais podem ser os países?

20) Viúva do falecido - Até prova em contrário, não pode haver viúva se não houver um falecido.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Morro Reuter, Novo Hamburgo e Capão da Canoa/RS.

Bater papo com alunos é a segunda melhor coisa da vida de um escritor. A primeira é escrever. Através da editora Artes e Ofícios, acabo de voltar de uma viagem a três cidades do Rio Grande do Sul. Os alunos trabalharam com meu livro Aconteceu com Aline e Lucas, dando-me o prazer incrível de conhecê-los. Obrigada, turma! Obrigada professores!






Encontro com alunos, na Feira do Livro de Capão da Canoa.



Encontro com alunos do Colégio Marista de Novo Hamburgo, Rio Grande do Sul, em 18 de Abril.










Encontro com alunos de várias escolas de Morro Reuter, Rio Grande do Sul, em 18 de Abril passado.















sábado, 16 de abril de 2011

PROGRAMAS LEGAIS, em SP e no R.J.

Se você estiver em São Paulo, lá vai um passeio bem interessante:
Exposição na estação do metrô Vila Madalena "Vai e Vem – O cotidiano do Metrô", é o nome dela. A mostra é itinerante e ficará naquela estação até o próximo dia 30 de abril.

Lá, você poderá ver obras de 15 artistas mostrando suas visões sobre o metrô paulistano.

Minha amiga Nireuda participa da exposição com duas xilogravuras.

A exposição fica na estação Vila Madalena do Metrô áté dia 30 de abril.

NÃO PERCA!

Se você estiver em Niterói/RJ, não perca a peça acima. É diversão garantida para crianças, jovens e adultos. Para ter idéia, eu fui assistir sozinha e me matei de rir. Fora a magia da peça, você vai assistí-la no Teatro Municipal de Niterói; um lugar tão mágico quanto o espetáculo da minha amiga Simone Bibian. Fica em cartaz, todos os fins de semana, até dia 1 de maio.
Mas se estiver na capital do Rio de Janeiro, mesmo, a sugestão acima também é uma boa pedida.
BOM DIVERTIMENTO!



quinta-feira, 14 de abril de 2011

TEXTO CRIATIVO COM DITADOS POPULARES

Olá!
Trago, hoje, um texto que achei super criativo. Ele é inteirinho feito com ditados populares.

Como em uma outra postagem procurei o autor que não conhecia, e ele apareceu; volto a pedir:

QUEM SOUBER O AUTOR DESSE TEXTO ABAIXO, DÊ O ENDEREÇO DO MEU BLOG, POR FAVOR! Ele(a) é muito talento(a) para ficar escondido(a).

Veja só que legal!


PERGUNTA: Alguém sabe me explicar, num português claro e direto, sem figuras de linguagem, o que quer dizer a expressão "no frigir dos ovos"? RESPOSTA: Quando comecei, pensava que escrever sobre comida seria sopa no mel, mamão com açúcar. Só que depois de um certo tempo dá crepe, você percebe que comeu gato por lebre e acaba ficando com uma batata quente nas mãos. Como rapadura é doce mas não é mole, nem sempre você tem idéias e pra descascar esse abacaxi só metendo a mão na massa. E não adianta chorar as pitangas ou, simplesmente, mandar tudo às favas. Já que é pelo estômago que se conquista o leitor, o negócio é ir comendo o mingau pelas beiradas, cozinhando em banho-maria, porque é de grão em grão que a galinha enche o papo. Contudo é preciso tomar cuidado para não azedar, passar do ponto, encher linguiça demais. Além disso, deve-se ter consciência de que é necessário comer o pão que o diabo amassou para vender o seu peixe. Afinal não se faz uma boa omelete sem antes quebrar os ovos. Há quem pense que escrever é como tirar doce da boca de criança e vai com muita sede ao pote. Mas, como o apressado come cru, essa gente acaba falando muita abobrinha, são escritores de meia tigela, trocam alhos por bugalhos e confundem Carolina de Sá Leitão com caçarolinha de assar leitão. Há também aqueles que são arroz de festa, com a faca e o queijo nas mãos eles se perdem em devaneios (piram na batatinha, viajam na maionese... etc.). Achando que beleza não põe mesa, pisam no tomate, enfiam o pé na jaca, e no fim quem paga o pato é o leitor que sai com cara de quem comeu e não gostou. O importante é não cuspir no prato em que se come, pois quem lê não é tudo farinha do mesmo saco. Diversificar é a melhor receita para engrossar o caldo e oferecer um texto de se comer com os olhos, literalmente. Por outro lado, se você tiver os olhos maiores que a barriga o negócio desanda e vira um verdadeiro angu de caroço. Aí, não adianta chorar sobre o leite derramado porque ninguém vai colocar uma azeitona na sua empadinha, não. O pepino é só seu, e o máximo que você vai ganhar é uma banana, afinal pimenta nos olhos dos outros é refresco... A carne é fraca, eu sei. Às vezes dá vontade de largar tudo e ir plantar batatas. Mas quem não arrisca não petisca, e depois, quando se junta a fome com a vontade de comer, as coisas mudam da água pro vinho. Se embananar, de vez em quando, é normal, o importante é não desistir mesmo quando o caldo entornar. Puxe a brasa pra sua sardinha, que no frigir dos ovos a conversa chega na cozinha e fica de se comer rezando. Daí, com água na boca, é só saborear, porque o que não mata engorda. Entendeu o que significa “no frigir dos ovos”?